domingo, 29 de novembro de 2009

Relatório Gestar II

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
COORDENAÇÃO DE PROJETOS ESPECIAIS

Programa de Gestão de Aprendizagem GESTAR
(Edição 2009/2010)

Área de formação: Língua Portuguesa
Professor-Formador: Maria Luiza de Almeida Souto
Coordenador de Área: Jutânia Brito Rangel Porto
Número de cursistas: 36 cursistas
Escola Pólo: Colégio Estadual Dirlene Mendonça
Direc: 20

RELATÓRIO
Descrição sucinta das atividades realizadas nas Oficinas


Oficina: 9ª.
Data da Oficina: 17-11-09
Número de cursistas presentes: 30 cursistas:
Conteúdo estudado: Variedades Linguísticas_TP1
Objetivo: Discutir as variantes lingüísticas:dialetos,registros e equívocos.


Acontecimentos importantes:

9ª. Oficina _ Gestar II_ Novembro /2009

No dia 17 de novembro de 2009 foi realizado um Encontro do Programa Gestar II, no Pólo do Colégio Dirlene Mendonça, Vitória da Conquista/Ba.

Muito sugestivo, o tema gerador dessa Oficina:Variedades Linguísticas, polemizou de uma maneira especialmente interessante e descontraída. Logo no acolhimento foi trabalhada uma atividade que e envolvia as “Gírias da Academia Brasileira de Letras”. Foi um alvoroço!!!Todos queriam adivinhar o significado da cada “gíria” e, ao acertarem, o riso corria frouxo.Era diversão e surpresa aliados ao prazer da descoberta do conhecimento.
Em seguida, procedeu-se a uma mobilização de conhecimentos prévios,a partir da apresentação e reflexão de frases escritas em dialetos diferentes:uma em “internetês” e outra em variante regional /“mineirês”.Uma agitação contagiante!Todos queriam identificar o significado das frases o mais depressa possível.Após as discussões pertinentes a este ponto da Oficina, procedeu-se a uma Dinâmica para formação de grupo e, em seguida, foi solicitada a realização de uma atividade prática,que consistia na análise de uma dada situação comunicativa e, ainda, na elaboração de um texto que retratasse a fala de uma personagem diante do fato apresentado.Isto feito, passou-se à socialização dos textos produzidos e à reflexão compartilhada acerca das marcas presentes em cada fala.
Dessa forma, conhecimentos prévios foram mobilizados para o estudo do Texto de Referência, a partir de alguns questionamentos.Esse momento foi deveras propício para se refletir e aprofundar as discussões em torno das variantes lingüísticas, enquanto fatos decorrentes da relação linguagem e cultura.
À luz de autores como Marcos Bagno, M. Bakthin, Dino Preti,L. Carlos Travaglia, Míriam Lemle e tantos outros, foi bastante relevante refletir sobre quão importante é que o professor, especialmente o língua materna, canalize esforços no sentido de banir qualquer espécie de preconceito lingüístico que tente se delinear em sala de aula, voltando sua atenção para um trabalho em que a língua materna seja vista e usada em suas múltiplas possibilidades de uso.As discussões nortearam para uma compreensão de que alíngua é um sistema aberto e dinâmico e, por isso,oportuniza uma variedade de usos.Portanto, daí decorre a consciência de que não há uma forma “certa” ou “errada”, mas uma maneira “adequada” ou “inadequada” de uso da língua ,a depender da situação sócio-comunicativa em que estiver envolvido o falante/escritor.
Assim, Míriam Lemle ilustra esta idéia quando preconiza “aprenda a língua Além do português que você fala, e utilize um ou outro, segundo as circunstâncias “.daí a necessidade de o professor de língua estar sempre revendo e ressignificando sua postura , trabalhando a língua de modo a inserir o aluno no contexto social.
Faz-se mister , pois, ter clara a idéia de que o melhor falante da língua não é aquele que apenas domina a norma culta, mas aquele que sabe adequar o uso da língua materna às mais diversas situações sócio-comunicativas.

Maria Luiza de Almeida Souto_

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